SETI: Buscando vida alienígena nas ondas do rádio

Há muito tempo nos perguntamos se estamos sozinhos no espaço. Afinal, um universo tão vasto não poderia ter abrigado vida apenas em um planeta, certo?

Mas apenas deduzir que existe vida em outros planetas não é suficiente. Temos que procurar por ela, da mesma forma que acreditamos que eles estão procurando por nós.

E foi com essa motivação que o CEO Thomas Pierson e a cientista Jill Tarter, em 1984, a criar o instituto SETI (“Search Extra Terrestrial Inteligence” ou “Busca por Inteligência Extra Terrestre”). Uma organização sem fins lucrativos dedicada à pesquisa científica.

Como buscar vida inteligente fora da Terra?

Liderada por Jill Tarter, atual curadora do instituto, a pesquisa SETI foi a primeira proposta financiada por doações, iniciando suas atividades em 1º de fevereiro de 1985.

A pesquisa SETI funciona a partir de uma premissa muito simples: Quando uma civilização avança tecnologicamente ao ponto em que nós estamos agora, ela é capaz de manipular ondas de rádio.

Com isso, podem transmitir informação da mesma forma que nós fazemos ao usar a televisão, por exemplo.

Antesnas do rádio-telescópio - Projeto SETI
Antesnas do rádio-telescópio – Projeto SETI

Os sinais de rádio podem se propagar pelo espaço indefinidamente, então, se houver uma antena apontada para o espaço, ela pode captar esse sinal e até mesmo determinar de onde ele veio.

Quem sabe podemos decodificar esse sinal e descobrir o que foi transmitido por essa outra civilização. Podemos receber a primeira entrevista transmitida pelo rádio em outro planeta aqui na Terra.

Sei o que está pensando e sim, se os alienígenas estão procurando por nós, também devem estar prontos para receber nossas transmissões de rádio no planeta deles.

Eles podem estar preparando um foguete para viajar até aqui enquanto ouvem um locutor narrando o lançamento da Apolo 11 ou assistem ao show do Elvis.

SETI nas telonas

Nada melhor para compreender temas complexos do que um bom filme.

Tudo bem que o roteiro de ficção científica sempre tem um furo aqui, um exagero ali, mas nada que atrapalhe nossa compreensão dos princípios científicos por trás da história.

Em 1997, a Warner Bros lançou o filme “Contato”, dirigido por Robert Zemeckis e que contou com Carl Sagan na equipe de roteiristas.

O filme conta a história de Ellie Arroway (Jodie Foster), pesquisadora do SETI que recebe um estranho sinal de rádio vindo do espaço.

A partir daí, a trama se torna mais “especulativa”, deduzindo o que os alienígenas poderiam ter nos enviado como resposta e se haveria uma forma de chegarmos até eles.

Através desse filme podemos entender um pouco do funcionamento do projeto SETI (explicado logo no início) e sua importância para a humanidade.

Projetos do Instituto SETI

Buscar por vida inteligente em outros planetas foi apenas o primeiro projeto do instituto que, atualmente, conta com mais de cem pesquisadores investigando a possibilidade de haver vida fora da Terra.

Programa "Reaching for the Stars" ensina astronomia a meninas em idade escolar
Programa “Reaching for the Stars” ensina astronomia a meninas em idade escolar

O instituto conta também com um centro de educação que já atendeu mais de 500 mil estudantes, com recursos que vão de workshops a estágios de verão.

Os trabalhos desenvolvidos pelo SETI são disponibilizados ao público através de várias mídias diferentes, como revistas, programas de rádio, podcasts, palestras mensais e entrevistas on-line.

Como contribuir com as pesquisas científicas?

Por ser uma instituição sem fins lucrativos, o SETI depende de doações e da colaboração da comunidade para continuar existindo e realizando suas pesquisas.

Para isso, o instituto conta com a ajuda, por exemplo, de Jodie Foster (ela mesma, do filme), que realiza campanhas de doação para manter o projeto SETI em atividade.

Jodie Foster no radiotelescópio de Arecibo
Jodie Foster no radiotelescópio de Arecibo

Porém, existem outras formas de contribuir com os projetos gerenciados pelo instituto. Um deles é através do SETI@Home.

Contribuindo através do SETI@Home

Trata-se de um projeto da Universidade de Berkeley que usa computadores ligados em rede e computação distribuída para interpretar as informações captadas pelas antenas do projeto SETI.

Para isso é utilizado o Boinc. Um programa que permite que você ajude nas pesquisa científica usando seu computador.

Interface Boinc Manager
Interface Boinc Manager

Ele utiliza parte do processador e memória que você não está utilizando no momento para fazer os cálculos científicos.

Você pode baixar o Boinc para seu computador (tem versões para vários sistemas e até pra celular). Depois de instalado, basta seguir as instruções para configurar o programa.

O programa permite que você configure quais recursos você vai disponibilizar para as pesquisas, como o percentual de processamento da sua máquina, então, não se preocupe. Dá pra trabalhar, assistir filme e até jogar enquanto colabora com os projetos.

É possível escolher quais projetos receberão sua ajuda. Você pode colaborar para o mapeamento de asteróides e até mesmo em pesquisas relacionadas ao Covid-19.

A verdade está lá fora

Sim, é uma frase clichê, embora seja verdade. Enquanto houverem cientistas procurando por ela e estes tiverem nosso apoio, estaremos cada vez mais perto de encontrá-la.

E você, já escolheu qual projeto vai ajudar? Conta nos comentários.

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