Mulheres admiráveis que você precisa conhecer

Celebrar o dia da mulher, atualmente, significa dar os parabéns a todas as suas amigas, irmãs, primas, tias e outras mulheres que você encontrar na rua.

Também é o dia em que as propagandas mostram lindas mensagens de congratulações que parecem ter saído de um comercial de margarina.

Entretanto, o dia da mulher não surgiu como uma mera homenagem.

O dia da mulher é uma data política

O Partido Socialista da América idealizou o dia da mulher no ano de 1909, como uma manifestação pela igualdade de direitos civis, incluindo o direito ao voto.

Tornou-se, portanto, uma manifestação pela reivindicação dos direitos da mulher, mas ainda sem uma data definida.

Na Rússia imperial, o movimento organizou protestos e passeatas que tiveram o apoio de operários e acabou culminando na revolução de 1917.

As Nações Unidas estabeleceram o dia 8 de março como dia internacional da mulher apenas em 1975.

Por isso, pela importância desta data, nós resolvemos comemorar de uma forma diferente e trouxemos uma pequena lista de mulheres notáveis e de suas importantes contribuições para a nossa sociedade.

Mayim Bialik

Mayim Bialik
Mayim Bialik

Nascida na Califórnia em 1975, Mayim foi aceita para estudar em Harvard e Yale, mas decidiu ficar perto da família e entrar na UCLA, onde fez seu doutorado em neurociência.

Sua tese de doutorado é focada no hipotálamo e no transtorno obsessivo-compulsivo na síndrome de Prader-Willi.

Entretanto, sua carreira como cientista começou muito depois de sua carreira como atriz.

Seu papel mais conhecido e recente é da doutora Amy Farrah Fowler, em “The Big Bang Theory“, onde ela praticamente interpretou a si mesma.

Sua carreira de atriz, porém, começou muito antes, ainda nos anos 90, onde protagonizava o seriado Blossom.

Doutora Carolina Maria de Jesus

Doutora Carolina Maria de Jesus
Doutora Carolina Maria de Jesus

Catadora de papel e moradora do Canindé, passou sua infância em Sacramento, Minas Gerais, onde chegou a frequentar apenas dois anos da escola.

Apesar do pouco estudo, Carolina sentiu despertar em si a paixão pela escrita e a levou a escrever romances e poesias ainda na infância.

Alguns trechos do seu diário foram publicados no extinto jornal “A Noite”, levando Carolina a ser reconhecida nacional e mundialmente.

Seu primeiro livro “Quarto de Despejo“, publicado em 1960, vendeu mais de 3 milhões de cópias em 16 idiomas e tornou-se um grande sucesso.

Falecida em 1977, aos 62 anos, Carolina tornou-se uma das escritoras mais lidas no Brasil.

Recebeu o título de doutor honoris causa da Universidade do Rio de Janeiro como homenagem póstuma em janeiro de 2021.

Hedy Lamarr

Hedy Lamarr
Hedy Lamarr

Nascida em 1914 na Áustria, Hedwig Eva Maria Kiesler era filha de judeus. Estudou balé e piano até os dez anos e ganhou um concurso de beleza aos doze.

Hedy era muito apegada ao pai, com quem conversava muito sobre ciência, política e tecnologia.

Aos dezoito anos, a atriz ficou tão empolgada em participar do filme Ecstasy, de Gustav Machatý que assinou o contrato sem ler o roteiro direito.

O resultado foi um filme polêmico, com cenas de nudez e de partes do corpo da atriz, além de ela aparecer em close encenando a primeira cena de orgasmo no cinema.

No campo científico, entretanto, sua contribuição foi um tanto mais “discreta”.

Juntamente com o compositor George Antheil, desenvolveram um aparelho de interferência em rádio capaz de despistar radares nazistas, patenteado em 1940.

A ideia do aparelho serviu de base para o desenvolvimento das conexões Wi-Fi e CDMA, utilizada em celulares e redes sem fio, sendo então considerada a “mãe do telefone celular”.

Enedina Alves Marques

Enedina Alves Marques
Enedina Alves Marques

Se já não é fácil para uma mulher estudar engenharia nos dias atuais, imagina nos anos 40. Mas, foi o que ela fez.

Nascida em Curitiba, Enedina Alves ingressou na Universidade Federal do Paraná em 1940, tendo então que conciliar trabalho e estudos.

Tornou-se, então, a primeira negra do Brasil a se formar engenheira e a primeira a concluir o curso na universidade paranaense.

Assim que pegou seu diploma, passou a integrar a equipe que atuou na construção da usina hidrelétrica Capivari-Cachoeira, em Antonina.

Enendina também assina a construção da Casa do Estudante Universitário do Paraná e o Colégio Estadual do Paraná, ambos localizados em sua cidade natal.

O Instituto Mulheres Negras de Maringá recebeu seu nome em sua homenagem.

Alexandra Gurgel

Alexandra Gurgel
Alexandra Gurgel

Nascida em 1989, a carioca é formada em jornalismo pela PUC-Rio e trabalhou dez anos como editora em sites femininos antes de começar seu próprio empreendimento.

Começou criando seu canal no Youtube, chamado Alexandrismos, onde aborda temas relevantes do universo feminino, tais como padrões estéticos, machismo e autoaceitação.

Mesmo falando de assuntos tão sérios, ela não perde seu bom humor e sua alegria marcantes.

Como toda boa jornalista, Alexandra também é escritora. Seu livro “Pare de se odiar” aborda temas como autoestima, relacionamentos e autoaceitação.

Lançado em agosto de 2018, seu livro foi recordista de vendas na Amazon, tornando-se o livro brasileiro com o maior número de cópias vendidas em menos de 24 horas.

Reconhecimento e admiração

No dia internacional da mulher, ofereça a elas mais do que um singelo parabéns.

Conheça o trabalho delas, reconheça seus esforços e admire suas realizações, não importa quais, nem quantas.

Essa é a melhor forma de elogio.

Comenta aí, vai?