E se uma bomba atômica caísse na sua cidade?

Temida por todos que viveram os tempos da guerra fria, a bomba atômica é uma arma de destruição extremamente poderosa, sendo utilizada efetivamente como arma na segunda guerra em Hiroshima e Nagasaki e como instrumento de intimidação durante a crise de mísseis cubanos, por exemplo.

Explosão de uma bomba atômica
Explosão de uma bomba atômica

Seu funcionamento é, teoricamente, simples. O material radioativo sofre uma fissão nuclear, onde seus átomos são bombardeados com elétrons e divididos em partes menores, liberando, dessa forma, energia em forma de radiação instantaneamente.

Sua explosão pode chegar a atingir a mesma temperatura da superfície do sol (que é de 5 mil graus celsius) e vaporizar quaisquer formas de vida que estejam dentro de seu alcance.

Durante a crise dos mísseis cubanos, onde a União Soviética deixou um pequeno arsenal nuclear “guardado” em Cuba para intimidar os Estados Unidos, todo o continente americano temeu (ainda mais) o início de uma guerra nuclear.

Nesse período, muita gente se perguntou “E se uma bomba atômica caísse na minha cidade? Qual seria o estrago causado? Haveria alguma chance de sobreviver?”.

Foi para responder essa pergunta que, em 2012, o professor Alex Wellerstein criou, o NukeMap. Uma página que mostra o alcance destrutivo das principais armas nucleares conhecidas.

Como funciona o NukeMap?

Seu funcionamento é simples. Primeiramente, você seleciona a cidade desejada, utilizando a caixa de busca por cidades ou escolhendo uma das cidades pré-selecionadas. Em seguida, você informa o poder da bomba atômica que desejar. Há uma lista com os principais arsenais nucleares para você escolher, desde a “Little Boy” utilizada em Hiroshima até o armamento nuclear da Coréia do Norte, testado em 2013. Configuração feita, basta ent apertar o botão vermelho “Detonate” e verificar o raio de alcance da bomba no mapa.

Em seguida, você informa o poder da bomba atômica que desejar. Há uma lista com os principais arsenais nucleares para você escolher, incluindo a utilizada em Hiroshima.

Configuração feita, basta apertar o botão vermelho “Detonate” e verificar o raio de alcance da bomba no mapa.

NukeMap - Exemplo de bomba nuclear detonada em Brasília
NukeMap – Exemplo de bomba nuclear detonada em Brasília

Os círculos desenhados no mapa representam os principais dados da detonação, como o tamanho da bola de fogo gerada (círculo menor), a área radioativa e os diferentes níveis de destruição.

Quem é Alex Wellerstein?

Criador do NukeMap, Alex Wellerstein é professor no Stevens Institute of Technology e historiador especializado em ciência e armas nucleares.

Ele também possui um blog que fala sobre a história da tecnologia nuclear, seu funcionamento, contexto histórico e impactos políticos.

Recentemente, Alex lançou o livro “Restricted Data” onde conta “a história do sigilo nuclear dos Estados Unidos”.

O autor fala sobre o sigilo feito pelo país na criação de suas armas nucleares e, sobretudo, na disseminação de informações relacionadas á sua tecnologia. Também comenta os impactos causados pelo projeto na ciência e na democracia do país.

Se você é aficcionado por história moderna, fica a dica de leitura.

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